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Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026:"Que monumento gostaria de preservar?"

  • zearaujo1
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura

"Comemorado todos os anos a 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios do ICOMOS (DIMS) oferece aos entusiastas do património, profissionais do património e membros do ICOMOS a oportunidade de destacar a responsabilidade partilhada de salvaguardar o nosso património. Este ano, o DIMS concentra-se em dar visibilidade ao trabalho realizado para conservar e proteger o «Património Vivo» culturalmente significativo do mundo — cada vez mais ameaçado por desastres e conflitos em contexto complexo e com múltiplos riscos" ICOMOS Portugal, in https://www.icomos.pt/a-nossa-accao/dia-internacional-dos-monumentos-e-sitios/dims-2026-patrimonio-vivo-resposta-de-emergencia-em-contextos-de-conflitos-e-desastres . Na sua referência ao «Património Vivo», o ICOMOS abrange "todas as dimensões do património cultural – tangível, intangível e natural".


A Associação Casas com Histórias (ACH) assume uma concepção da cultura como um processo dinâmico e participativo, que deve envolver e dar voz a todos os seus intervenientes; e do património como uma herança coletiva abrangente e não-hierarquizada. Interessa-nos tanto o património classificado - cuja salvaguarda está à partida assegurada - como o património mais modesto, na linha do Artigo 1.º da Carta de Venezaadotada pelo ICOMOS em 1964, que apontava já para uma definição ampla ainda não totalmente assimilada por todos no presente:


"A noção de monumento histórico engloba a criação arquitetónica isolada, bem como o sítio, rural ou urbano, que constitua testemunho de uma civilização particular, de uma evolução significativa ou de um acontecimento histórico. Esta noção aplica-se não só às grandes criações, mas também às obras modestas do passado que adquiriram, com a passagem do tempo, um significado cultural".


 Na R.A.M., felizmente longe dos conflitos armados que hoje afectam tantos países, há registos de diversas ocorrências meteorológicas de que destacamos o temporal devastador de 20 de fevereiro de 2010 e os incêncios de 2016, que causaram danos assinaláveis no património cultural desta região. Os fenómenos climáticos extremos tendem a normalizar-se e é urgente pensar colectivamente na prevenção dos seus efeitos sobre o nosso património comum. Devemos considerar ainda um outro tipo de conflito, cultural, latente numa sociedade em desenvolvimento acelerado, entre a preservação do património em sentido lato e o avanço da ocupação do território e da construção imobiliária, que, alvo de protestos pontuais, não suscita uma reprovação de forma generalizada. Faz-nos questionar a sensibilidade da comunidade em geral para estas questões, um dos objetivos da ACH, cujas atividades procuram despertar para a sensibilização do património de proximidade.

Neste contexto, propomos que se associem à ACH nesta comemoração em mais uma iniciativa participativa virtual (https://www.casascomhistorias.pt/iniciativas-virtuais), desta vez com o tema: Que monumento (grande ou pequeno, material ou imaterial, central ou local, mas significativo para a memória colectiva) não preservámos no passado recente, ou queremos preservar para o futuro?


Os riscos para essa preservação podem ser:


- fenómenos climáticos.


- insensibilidade para a importância da sua salvaguarda.


Contamos consigo para nos facultar uma imagem da sua autoria e sua legenda (ou pequeno texto explicativo), que transmita um vestígio do património material ou imaterial da R.A.M. que gostaria de preservar. Como sempre, as imagens recebidas até ao dia 17 de abril serão tratadas de forma anónima e publicadas em galeria no website da Associação Casas com Histórias a 18 de abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

 

Agradecemos antecipadamente os contributos criativos para a concretização de mais este projeto virtual, colaborativo e comemorativo. 


A Direção da Associação Casas com Histórias

 
 
 

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